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FIERGS manifesta preocupação com restrições da China às importações de carne bovina brasileira

A nova restrição poderá impactar diretamente a indústria frigorífica, os produtores rurais, o emprego e a geração de renda no Estado.

FIERGS manifesta preocupação com restrições da China às importações de carne bovina brasileira
FIERGS manifesta preocupação com restrições da China às importações de carne bovina brasileira (Foto: Reprodução)

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) manifesta preocupação com a iminente aplicação de tarifas adicionais pela China sobre as importações de carne bovina brasileira, em razão do esgotamento da cota anual destinada ao Brasil. Na prática, o limite de exportações já se encontra comprometido pelos embarques realizados e em trânsito, o que poderá elevar a tributação para 67% sobre os volumes excedentes.

A medida reduz a competitividade da carne bovina brasileira, cria incertezas para a indústria frigorífica e poderá afetar diretamente a cadeia produtiva gaúcha, exigindo o redirecionamento de parte da produção para outros mercados em um cenário internacional cada vez mais competitivo.

Em 2025, o Rio Grande do Sul exportou US$ 309,7 milhões em carne bovina para o mundo. A China foi o principal destino das exportações gaúchas do setor, respondendo por 41,9% do total embarcado. A nova restrição poderá impactar diretamente a indústria frigorífica, os produtores rurais, o emprego e a geração de renda no Estado.

Para o presidente da FIERGS, Claudio Bier, é fundamental que o governo brasileiro intensifique o diálogo com as autoridades chinesas para buscar uma solução compatível com a importância da parceria comercial entre os dois países. "O Brasil consolidou-se como um fornecedor estratégico e confiável para atender à crescente demanda chinesa por alimentos. Esperamos que prevaleça o diálogo para a renegociação dos volumes das cotas, adequando-as à atual capacidade exportadora brasileira e às necessidades do mercado asiático. Uma solução negociada preserva a competitividade da indústria, garante segurança ao abastecimento e fortalece uma relação comercial de interesse mútuo."

A FIERGS acompanhará a evolução das negociações e reforça a importância de uma atuação coordenada entre governo e setor produtivo para preservar a competitividade das exportações brasileiras e minimizar os impactos sobre a indústria do Rio Grande do Sul.


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