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Workshop com parceiros da CEEE Equatorial reforça atualização da NR-10 no setor elétrico

Encontro reuniu empresas parceiras para alinhar práticas e fortalecer a gestão de riscos nas operações

Workshop com parceiros da CEEE Equatorial reforça atualização da NR-10 no setor elétrico
Workshop com parceiros da CEEE Equatorial reforça atualização da NR-10 no setor elétrico (Foto: Reprodução)

A CEEE Equatorial reuniu empresas parceiras em um workshop voltado à segurança do trabalho, com foco na atualização da Norma Regulamentadora nº 10 (NR-10), que trata da segurança em instalações e serviços em eletricidade. A norma passou por uma atualização no final de maio deste ano. O encontro reforçou a importância de alinhar práticas, fortalecer a cultura de segurança e ampliar o diálogo entre todas as empresas que atuam na operação. 


Durante o evento, foram apresentados dados e discutidos casos reais vivenciados no dia a dia das operações, com o objetivo de estimular a reflexão e o aprendizado coletivo. A proposta foi clara: transformar experiências em melhorias concretas de comportamento e processos. 


Para o diretor-presidente da CEEE Equatorial, Riberto Barbanera, “segurança é um valor inegociável para a empresa.” Barbanera destacou ainda a importância de um ambiente transparente, no qual as ocorrências sejam comunicadas com rapidez e responsabilidade, permitindo agir preventivamente e evitar situações mais graves. A troca aberta de informações, segundo o diretor-presidente, é essencial para fortalecer a base da segurança nas operações. 


A principal condução do tema ficou com Carla Saldanha, gerente corporativa de Segurança do Grupo Equatorial Energia, que destacou a importância de alinhar todas as empresas em torno de um mesmo objetivo. Segundo ela, o encontro foi fundamental para reforçar o propósito comum e evitar desvios na forma como a segurança é encarada no dia a dia.  


Carla também reforçou o papel decisivo das lideranças na construção dessa cultura. Para ela, é o comportamento que define o padrão dentro das operações. “O líder precisa dar o exemplo. As pessoas reproduzem aquilo que veem como positivo. É essa atitude genuína que sustenta, de fato, a cultura de segurança”, afirma. 


A atualização da NR-10 foi detalhada por Luis Carlos Lumbreras Rocha, consultor e formador da Organização Internacional do Trabalho, na apresentação “NR-10: Impactos para o setor elétrico de distribuição”. Ele destacou que as mudanças tornam a gestão de riscos mais rigorosa, técnica e integrada às práticas de governança. 


Entre os avanços mais relevantes está a obrigatoriedade do estudo de risco de arco elétrico, que passa a ter o mesmo nível de importância que o risco de choque elétrico. A partir da nova norma, deixa de existir qualquer margem para decisões baseadas em estimativas: as empresas passam a ser obrigadas a calcular a energia incidente em pontos críticos das instalações, como painéis e subestações. Esse cálculo define, de forma precisa, o nível de proteção necessário, incluindo o ATPV (Arc Thermal Performance Value) das vestimentas, garantindo que os Equipamentos de Proteção Individual sejam adequados ao risco real da atividade. 


Outro ponto de destaque é a criação de critérios mais claros para escolha de EPIs, com base no novo Anexo IV da norma. As empresas agora devem seguir tabelas padronizadas de categorias de risco ou realizar estudos específicos de engenharia para justificar qualquer alternativa. Na prática, isso representa o fim do chamado “achismo” e eleva o nível técnico das decisões de segurança. 


Além disso, a atualização traz impactos diretos na formação e capacitação dos profissionais. A nova Matriz de Treinamentos e Certificados estabelece regras mais rigorosas para cursos e certificações, exigindo atualização de conteúdos que ainda estavam baseados na versão anterior da norma. A carga horária também passa a variar conforme o nível de complexidade.


O rigor também aumenta para instituições formadoras e instrutores. Com isso, a qualificação passa a exigir evidências concretas de competência técnica, alinhadas às novas exigências operacionais do setor elétrico. 


Para Filipe Machado, sócio-diretor do Grupo Setup, destacou o papel da união entre contratante e parceiros como fator determinante para a evolução do setor. “Quando a gente se une, compartilha experiência e trabalha de forma integrada, o resultado aparece. Segurança precisa ser sempre o principal fator, porque o resto a gente desenvolve, mas o acidente, quando acontece, não tem volta”, afirma. 


Já Cláudio Rotta, diretor operacional da Conecta Empreendimentos, reforça que o avanço está diretamente ligado ao engajamento coletivo visto no evento. Segundo ele, “a participação das empresas contratadas e da alta liderança mostra que existe um movimento forte para tirar o acidente do nosso caminho. Nós estamos aqui para cuidar das pessoas e produzir com qualidade.”


Fotos: Divulgação/CEEE Equatorial



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