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Operação Rasante desarticula esquema que usava drones para abastecer presídios no RS

Ação do Denarc cumpriu 68 ordens judiciais em seis cidades e prendeu 26 suspeitos ligados a organização criminosa altamente estruturada

Operação Rasante desarticula esquema que usava drones para abastecer presídios no RS
Operação Rasante desarticula esquema que usava drones para abastecer presídios no RS (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), deflagrou nesta quinta-feira (26) a Operação Rasante, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico de drogas e no envio de ilícitos para dentro de presídios com o uso de drones.


Ao todo, foram cumpridas 68 ordens judiciais, entre mandados de busca e apreensão e prisões preventivas. Até o momento, 26 pessoas foram presas. As ações ocorreram nos municípios de Canoas, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Gravataí, Viamão e Alvorada.


As investigações tiveram início em julho de 2025, quando suspeitos foram flagrados nas proximidades de uma unidade prisional em situação típica de preparação para lançamento aéreo de drogas e celulares. Na ocasião, foram apreendidos drones de alto desempenho, entorpecentes e equipamentos utilizados na chamada “dronagem”.


A partir da análise de dados extraídos dos dispositivos, a polícia identificou uma estrutura criminosa organizada e dividida em núcleos. Um deles era responsável pela aquisição, modificação e pilotagem dos drones, com adaptações para aumentar autonomia e capacidade de carga. Outro grupo cuidava da logística, transporte e execução das operações, realizadas principalmente durante a madrugada para evitar a ação policial.


Os registros de voo analisados apontaram um padrão recorrente de deslocamentos noturnos em direção a complexos penitenciários, especialmente nas regiões de Charqueadas e Canoas. Já as comunicações interceptadas revelaram alto nível de planejamento, com definição de rotas, horários e estratégias para reduzir riscos, demonstrando profissionalização da atividade criminosa.


Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a atuação de apenados como parte do comando da organização, responsáveis por coordenar a entrada e a distribuição dos ilícitos dentro das unidades prisionais.


No aspecto financeiro, relatórios de inteligência identificaram movimentações de milhões de reais, com indícios de lavagem de dinheiro, uso de contas de terceiros e reinvestimento constante na compra de equipamentos tecnológicos.


Segundo a delegada Ana Flávia, a operação evidencia o avanço tecnológico das organizações criminosas e reforça a necessidade de atuação integrada e baseada em inteligência. A Polícia Civil destaca que o combate a esse tipo de crime é fundamental para enfraquecer as estruturas que operam dentro e fora do sistema prisional.


A Operação Rasante segue em andamento, e novas diligências não estão descartadas.


Créditos imagens: DCS/PCRS

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