Mampituba adota racionamento de combustíveis e prioriza serviços essenciais
A decisão foi formalizada por meio de decreto municipal publicado no fim de semana, após alerta sobre dificuldades no abastecimento local.
A Prefeitura de Mampituba passou a adotar, a partir desta segunda-feira, 23 de março, medidas de racionamento e controle no uso de combustíveis. A decisão foi formalizada por meio de decreto municipal publicado no fim de semana, após alerta sobre dificuldades no abastecimento local.
Segundo o prefeito Beto Roldão, o único posto de combustíveis do município enfrenta problemas para adquirir novos estoques. O aviso teria sido feito pelo próprio proprietário na última sexta-feira, informando limitação na compra, mesmo buscando fornecedores de diferentes bandeiras.
Além da escassez, o aumento expressivo nos preços também preocupa. De acordo com o prefeito, o óleo diesel registrou elevação de cerca de R$ 2,00 em apenas uma semana, agravando ainda mais o cenário.
O decreto estabelece não apenas o controle do consumo por parte da administração municipal, mas também medidas para evitar o esgotamento total do estoque no posto da cidade. Entre as ações, está a limitação na venda de combustíveis ao público em geral, conforme o nível disponível. “Quando chegar num limite do posto, ele vai priorizar a prefeitura, que é o maior cliente. E, nesse momento, será necessário limitar a venda para terceiros”, explicou o prefeito.
Diante da situação, a gestão municipal decidiu reduzir o uso de maquinário pesado, especialmente nas áreas de agricultura e obras. A prioridade, segundo Beto Roldão, será garantir o funcionamento dos serviços essenciais, como saúde e educação.
“Não vou forçar o uso de máquinas pesadas até que isso se resolva. Vamos segurar algumas frentes de trabalho para manter combustível disponível ao que é essencial”, afirmou.
Apesar das restrições, serviços considerados indispensáveis seguirão em operação. Intervenções emergenciais, como manutenção de estradas e atividades do departamento de água, serão mantidas enquanto houver disponibilidade de combustível.
“Se precisar patrolar uma estrada ou atender o abastecimento de água, não vamos parar. Mas, se faltar diesel, não há o que fazer”, alertou.
O prefeito destacou ainda que não há previsão para normalização do abastecimento, e que a duração das medidas pode variar.
“Pode durar poucos dias ou muitos. O mais preocupante é a possibilidade de não termos o produto”, completou.
O cenário não é isolado. Conforme dados divulgados pela Famurs (Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul), cerca de 30% dos municípios gaúchos já enfrentam algum tipo de racionamento, motivado pela dificuldade de fornecimento e pela alta nos preços dos combustíveis. A administração municipal segue monitorando a situação e não descarta a adoção de novas medidas caso o quadro se agrave.