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Isenção do IR acompanhada de tributação de alta renda exige adaptação de empresários

Advogado Jossan Batistute diz que é momento propício para que esses empresários coloquem em prática um planejamento empresarial e sucessório para minimizar impactos da tributação

Isenção do IR acompanhada de tributação de alta renda exige adaptação de empresários
Isenção do IR acompanhada de tributação de alta renda exige adaptação de empresários (Foto: Reprodução)

A comemorada aprovação da isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil veio acompanhada da tributação de até 10% para contribuintes com renda anual maior que R$ 600 mil. Por um lado, mais de 26,6 milhões de contribuintes serão beneficiados com a medida, enquanto outras 141 mil pessoas físicas precisarão se adaptar para se enquadrarem na nova regra do imposto. O advogado Jossan Batistute, sócio do Escritório Batistute Advogados e especialista em questões patrimoniais e empresariais, explica que, embora o texto já tenha sido aprovado pelo Senado, ainda está pendente de sanção presidencial, que pode aplicar vetos em algumas partes do projeto de lei aprovado.

“É inquestionável o motivo da justiça fiscal, de modo especial para os que serão beneficiados com a isenção do Imposto de Renda. Entretanto, para as pessoas que terão um novo tributo ou um novo valor para pagar, será preciso entender e compreender qual será esse impacto”, afirma Jossan. Só para se ter uma ideia, a isenção deve ser em torno de R$ 26 bilhões por ano, ao passo que tributação da alta renda poderá chegar a R$ 34 bilhões, principalmente sobre pagamento de dividendos e envio de valores ao exterior.

Embora a taxação seja especificamente para a pessoa física, o advogado Jossan Batistute afirma que este é um momento propício para que esses empresários coloquem em prática um planejamento empresarial e sucessório que possibilite minimizar os impactos da tributação, garantindo uma boa saúde financeira para as empresas. “A tributação é inevitável, mas o momento se apresenta como uma excelente oportunidade para que as empresas e sócios repensem a sua organização financeira e empresarial, a fim de estarem em dia com as obrigações tributárias impostas pelo governo e, ao mesmo tempo, garantirem que tenham margem para investimentos e giro de capital, bem como crescimento patrimonial e planejamento sucessório patrimonial para sua família”, ressalta o especialista.

Jossan também aponta equívocos que têm sido propagados pelas redes sociais e outros meios de comunicação. “Ao contrário do que se tem dito, a tributação não é de 10% para todos que ganham mais de 50 mil reais por mês ou 600 mil por ano em dividendos e lucros, visto que há uma variação de 2,5% a 10%, neste caso, para receitas iguais ou superiores a R$ 1,2 milhão por ano. Ademais, a própria norma traz a possibilidade de ser prevista em 2025 a distribuição de lucros acumulados sem a nova tributação, ainda que tais valores sejam pagos nos próximos anos”, esclarece o advogado Batistute.


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