Governo estadual quer instalar presídio no Litoral Norte. Prefeitos estão com receio.

Uma proposta do governo do Estado para implantação de mais uma unidade prisional no Litoral Norte do RS foi amplamente debatida pelos prefeitos em Assembleia Geral da Amlinorte e Consórcio Público Amlinorte. A reunião aconteceu no último dia 4 de maio de 2018, na sede em Osório, onde a maioria dos prefeitos se manifestou preocupado com a possibilidade de instalação de outro presídio na região. O presidente da Amlinorte, Amauri Germano, prefeito de Capão da Canoa, trouxe o assunto para a pauta a fim de ouvir a decisão do colegiado.


O vice-prefeito de Osório, Eduardo Renda informou de que a Brigada Militar está com dificuldades de oferecer equipes para o monitoramento das guaritas na unidade prisional da cidade. “Passamos trabalho com tudo que o município tem que garantir, como a saúde, médicos, remédios e outros. Além disso, investimos na construção de uma escola de formação de soldados, há seis anos, e não ficamos com 10% dos formandos”, disse Renda.


A maioria dos prefeitos presentes relatou situações difíceis por que passam as administrações públicas municipais nas proximidades de um presídio. A formação de cinturões de pobreza, com a transferência das famílias dos presos, que acabam se fixando na região e até reincidindo no crime, é uma delas. Outra questão está ligada ao fato de o Litoral Norte ser uma região turística, onde segurança e saúde pública são aspectos fundamentais para o turismo.


O presidente da Amlinorte resumiu o debate lembrando que o Litoral Norte já possui duas unidades prisionais, uma em Osório e outra em Torres, com a unidade feminina e, dessa forma, já está dando sua contribuição ao problema. “Não podemos ter mais um presídio na região, sob pena de comprometermos os projetos de desenvolvimento turístico traçados pela sociedade economicamente ativa do litoral”, concluiu.

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